Código de Barras EAN-13
Código de barras parece detalhe técnico até o produto ser reprovado no recebimento do varejo. Aí ele vira urgência.
O EAN-13 é o padrão obrigatório para produtos comercializados no Brasil e em boa parte do mundo. Treze dígitos que identificam o país de origem, o fabricante e o produto. Um erro nessa sequência significa produto parado no CD, nota fiscal rejeitada ou simplesmente um leitor óptico que não lê na gôndola.
A área de silêncio é a primeira decisão crítica. O código precisa de espaço em branco dos dois lados, sem texto, sem elemento gráfico, sem sangria de cor. Esse espaço não é opcional, é parte do padrão técnico. Reduzir essa margem para ganhar espaço na embalagem é o erro mais comum e o que mais gera reprovas em auditoria.
O contraste é o segundo ponto. O leitor óptico lê a diferença entre as barras escuras e o fundo claro. Fundo amarelo, dourado, kraft ou qualquer cor quente reduz esse contraste. A recomendação padrão é barra preta sobre fundo branco. Quando o projeto não permite isso, o teste de leitura precisa ser feito antes da impressão, não depois.
O tamanho mínimo tem especificação técnica. O EAN-13 tem escala nominal de 100% correspondendo a 37,29mm de largura por 25,93mm de altura. É possível reduzir até 80% com segurança. Abaixo disso a taxa de erro de leitura aumenta de forma relevante.
O substrato importa. Um código gerado para impressão offset em papel couchê se comporta diferente em embalagem kraft, plástico brilhante ou material reciclado. A absorção da tinta muda a espessura das barras e isso afeta a leitura.
Gerar o código é o começo. Aplicar com técnica é o que garante que ele vai funcionar onde precisa.