QR Code
QR Code virou commodity. Qualquer aplicativo gera um em segundos e é exatamente por isso que a maioria dos QR Codes em embalagens não funciona como deveria.
O problema não é gerar o código. É entender o que acontece com ele depois que sai do arquivo e vai para o substrato impresso.
Tamanho mínimo. QR Code pequeno demais não lê em câmera de smartphone com luz ambiente ruim, embalagem com reflexo ou ângulo oblíquo. O mínimo recomendado para embalagem impressa é 2cm por 2cm em condições ideais. Para varejo físico, com iluminação artificial e consumidor em movimento, trabalhe com pelo menos 3cm por 3cm.
Contraste. O leitor precisa diferenciar os módulos escuros do fundo claro. QR Code colorido, com fundo estampado ou sobre cor quente aumenta a taxa de erro. Quando o projeto exige cor, o teste precisa ser feito no substrato final, não na tela.
Margem de silêncio, chamada de quiet zone. O QR Code precisa de espaço em branco ao redor equivalente a quatro módulos em cada lado. Encostar o código na borda da embalagem ou em texto é o erro mais comum em projetos sem revisão técnica.
Nível de correção de erros. O padrão tem quatro níveis: L, M, Q e H. O nível H permite leitura mesmo com até 30% de dano ou sujeira. Para embalagem de consumo, considere Q ou H dependendo do destino do produto.
O destino do link importa tanto quanto o código. Um QR Code que leva para uma página lenta ou que não abre bem em mobile desperdiça todo o trabalho anterior.